
Entre o caos intenso e a calma absoluta, o aperto das metrópoles e a imensidão das montanhas, as festas de celebração da vida e os ritos de respeito à morte.
Durante 30 dias, a equipe do programa Câmera Record percorreu os destinos mais exóticos e inexplorados de um gigante asiático. Uma viagem pelas margens de um rio venerado pelos indianos. Um mergulho nos hábitos e excentricidades que cercam o Ganges.
Nossos repórteres revelam os segredos dos sadus, os místicos hinduístas. Um deles – corpo nu, cabelos e barba compridos, unhas que chegam a apodrecer e cair de tão grandes – nos conta que está há 22 anos com o braço direito erguido. Uma oferta aos deuses de sua religião, explica. Será possível? Quem são estes homens? Como vivem? Será que eles têm mulheres e filhos? Por que estão dispostos a se sacrificar?
Khumba Mela: o principal festival do país. Flagramos o exato momento do ritual mais aguardado: o banho coletivo dos Sadus nas águas do Ganges. O rio, considerado sagrado pelos hinduístas, é o ponto de encontro dos povos que o margeiam. A crença na purificação da alma divide espaço com a necessidade física de uso da água. Da escovação dos dentes à cremação de corpos, tudo acontece naquelas águas. O que a população pensa sobre a contaminação do Ganges? Será que a poluição não assusta os moradores?
Tesoura afiada. Corte certeiro. Movimentos precisos. Imagine se deparar numa esquina movimentada, tomada por uma sinfonia de buzinas e ronco de motores, com um “limpador de ouvidos”. Isso mesmo: um profissional que ganha a vida aparando os pêlos e tirando cêra dos indianos Acredite, em Calcutá é mais comum do que se imagina.
Barbeiros também trabalham sob o sol forte, no meio da rua. E por um trocado a mais, estão dispostos inclusive a depilar as axilas… dos homens. Higiene?
Parar o trânsito? Só no laço. Guardas indianos precisam usar uma corda para impedir o fluxo de veículos. Só assim pedestres conseguem atravessar as ruas da caótica Calcutá. E os trens, como funcionam? Nossos repórteres embarcam numa apertada e confusa viagem de mais de 12 horas em busca da nascente do rio símbolo da Índia.
Para chegar lá, é preciso subir montanhas do Himalaia. Um desafio cansativo, mas muito revelador. Como sobrevivem os camponeneses obrigados a cultivar a terra numa cordilheira?
Fonte: Rede Record
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