
Gabriel já tinha provado seu talento em inúmeros personagens na televisão. Ele se destacou pela primeira vez em “O Beijo do Vampiro”, de Antônio Calmon (em 2002), como Victor Vitorio. Antes, ainda na Globo, já havia feito “Terra Nostra” e “Anjo Mau”. Mas foi na Record, em “Essas Mulheres”, de Marcílio Moraes, que virou protagonista. A novela não obteve grandes audiências, era uma produção modesta, com poucos cenários, mas o texto compensava tudo. Gabriel era o jornalista Fernando Seixas, que mantinha uma relação cheia de desencontros com Aurélia (Christine Fernandes). O folhetim, bem clássico, tinha sequências longas, apoiadas somente nos excelentes diálogos e na interpretação competente do elenco. E funcionava muito bem.
Depois disso, ele estrelou “Cidadão Brasileiro”, também na Record, e, num mau momento, voltou a ser vampiro, em “Os Mutantes”. Em seguida, fez “Poder Paralelo” até desligar-se da Record. Seu ótimo desempenho em “As Cariocas” deixou a impressão de que é um ator que a televisão aproveita pouco.
Por Patrícia Kogut, crítica de TV e jornalista do jornal O Globo
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